Doação de R$ 25 milhões e 60 milhões na justiça!

 

Divulgação/Internacional

Para a torcida colorada, o nome Delcir Sonda é sinônimo de investimento e parceria. Conhecido como um "investidor histórico", Sonda esteve por trás de contratações importantes e aportes financeiros que marcaram as últimas duas décadas do clube, consolidando sua imagem como um grande patrono.

No entanto, essa longa relação sofreu uma reviravolta surpreendente. O mesmo investidor que por anos apoiou o clube agora cobra do Inter na justiça um passivo acumulado que beira os R$ 60 milhões. O movimento chocou o Beira-Rio e expôs uma ferida financeira profunda, transformando um aliado histórico em um adversário nos tribunais.

Por trás dessa manchete, uma teia de empréstimos corrigidos, acordos mal resolvidos e o pesado legado financeiro de um ídolo revelam a verdadeira dimensão da crise no Beira-Rio.

A "tempestade perfeita" de R 60 milhões é, na verdade, a confluência de quatro cobranças distintas. Duas delas são empréstimos, um de R 2 milhões e outro de R 10 milhões, que com as correções monetárias explodiram para R 10 milhões e R 20 milhões, respectivamente. O golpe mais duro, no entanto, vem do legado de D'Alessandro: um débito original de R 18 milhões que hoje, acrescido de multas e juros, alcança a cifra de R$ 30 milhões. Este efeito cascata, onde aportes modestos se transformam em dívidas colossais, é um sintoma crônico da gestão financeira no futebol brasileiro, expondo a perigosa dependência de capital de terceiros sem um plano de quitação claro.

O ponto mais surpreendente do passivo está diretamente ligado a um dos maiores ídolos da história recente do Inter. O gol de placa de 2008 se tornou o passivo financeiro de 2025. O que antes era um investimento celebrado, hoje é um fantasma que assombra as contas do clube, materializado em uma cobrança de R$ 30 milhões. Na época, a DIS Esportes, empresa de Sonda, adquiriu 50% dos direitos econômicos do jogador. O problema se concretizou em 2020, quando D'Alessandro encerrou seu contrato e deixou o clube "sem custos". Com isso, o passivo remanescente dos direitos econômicos ficou para o Inter, formalmente reconhecido em documento assinado pelo então presidente Marcelo Medeiros. A ação atual revela um movimento de negócio calculado: a DIS repassou o direito à dívida a duas outras empresas, ambas também de Delcir Sonda, que então entraram com as ações judiciais, transformando um antigo acordo de cavalheiros em uma cobrança corporativa formal.

Para adicionar uma camada de complexidade à história, Delcir Sonda já havia realizado uma doação de R$ 25 milhões ao Inter em 2018, um ato amplamente divulgado como um "perdão de dívida". O "perdão" de 2018 funcionou mais como um analgésico do que como uma cura. Conforme citado em uma das ações, aquele acerto "envolveu apenas parte da dívida do Inter referente ao negócio com D'Alessandro". Ao resolver apenas uma fração do passivo, a diretoria da época adiou um problema que, longe de desaparecer, se multiplicou silenciosamente, culminando na cobrança atual.

 A situação do Inter com seu antigo patrono levanta uma questão fundamental para o esporte no país. Até que ponto a paixão e o investimento podem caminhar juntos no futebol brasileiro antes que a realidade financeira se imponha de forma tão dura?

Fonte GZH

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