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| Fotos Ricardo Duarte/Internacional |
A frustração era palpável entre os 37 mil torcedores que encheram o Beira-Rio na noite de segunda-feira. O que começou com uma promessa de alívio terminou com o gosto amargo de uma oportunidade perdida. O empate em 1 a 1 com o Santos foi um reflexo fiel da instabilidade do Internacional: um primeiro tempo promissor, de domínio e controle, seguido por uma queda vertiginosa de rendimento que custou dois pontos cruciais. Este artigo analisa as lições mais críticas de uma partida que deixa o Inter em uma situação delicada na reta final do campeonato, onde cada erro pode ser fatal.
A análise do jogo se divide claramente em duas metades. O time colorado fez um "grande primeiro tempo", dominando as ações e mostrando a qualidade esperada. No entanto, o desempenho "caiu de rendimento na etapa final", uma queda que não foi abstrata, mas manifestada em falhas individuais cruciais. A prova disso veio no gol santista, lance em que Vitão "chegou atrasado" e Mercado "não conseguiu interceptar o chute". Nesse cenário de altos e baixos, poucos conseguiram manter a regularidade. Os destaques positivos ficaram por conta de Thiago Maia, que teve um primeiro tempo excelente com intensidade, mas que também sucumbiu ao ritmo do time e "cansou na reta final", e Alan Patrick, que coroou sua atuação de altíssimo nível na primeira etapa com o gol. A incapacidade de sustentar o ritmo, ilustrada pelas falhas defensivas, foi o fator determinante para o resultado.
Se a queda de rendimento foi coletiva, um jogador personificou a ineficiência do ataque. Borré recebeu a pior avaliação da partida, sendo o "único abaixo da média na primeira etapa". O atacante teve "duas chances claras e desperdiçou", momentos que poderiam ter mudado o destino do jogo. A crítica se estende ao técnico Ramón Díaz, que acertou na estratégia inicial ao montar uma "escalação coerente" que "controlou bem o jogo", mas cujo "erro decisivo foi insistir em Borré mesmo em fase ruim". A análise sobre a permanência do jogador no time titular é contundente:
Para reforçar a má fase do titular, Ricardo Mathias, que entrou no segundo tempo, "lutou bastante e entregou mais do que Borré havia oferecido", evidenciando que a teimosia na escalação teve um preço alto.
O resultado vai muito além da frustração pelas "chances desperdiçadas". A consequência do empate é grave e acende um sinal de alerta máximo no Beira-Rio: ele "mantém o clube em uma situação extremamente delicada na tabela, ainda ameaçado pelo rebaixamento". Cada ponto perdido nesta fase da competição ganha um peso enorme, e o tropeço em casa aumenta a pressão que o time enfrentará nas três rodadas finais do campeonato para evitar o pior cenário possível.
O empate contra o Santos deixa a nítida sensação de uma oportunidade perdida. A performance de "dois tempos", somada a decisões técnicas questionáveis que insistiram em jogadores em má fase, custou caro ao Internacional. Agora, não há mais margem para erros. Com a reta final se aproximando, a insistência nos mesmos erros custará ao Inter sua vaga na elite do futebol brasileiro?
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O CONTEÚDO NO TEXTO ACIMA REFLETE O PENSAMENTO DO ESCRITOR E NÃO DO BARCOLORADO!
