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| Fotos Ricardo Duarte |
O empate em 1 a 1 com o Santos, um adversário direto na luta contra o rebaixamento, deixou um gosto amargo de oportunidade perdida. Diante de um resultado frustrante, que mantém o time perigosamente próximo do Z-4, a expectativa era por um discurso de cobrança ou lamento na coletiva de imprensa. No entanto, o técnico Ramón Díaz ofereceu algo diferente: não desculpas, mas uma surpreendente fonte de perspectiva e estratégia para a difícil estrada que o Internacional tem pela frente.
Em um momento de máxima pressão, com o clube na 15ª posição e apenas três pontos acima da zona de rebaixamento, a primeira mensagem de Ramón Díaz soou profundamente contraintuitiva. Em vez de espelhar a frustração das arquibancadas, o treinador projetou uma confiança inabalável na capacidade de sua equipe, emitindo um desafiador pedido de tranquilidade contra a maré de pessimismo.
O Internacional está vivo, não está morto. Por como criamos, como jogamos. Não temos medo, porque temos que competir até o final e vamos competir. Que os torcedores, o clube, todos, que fiquem tranquilos, que vamos competir até o final.
Díaz não se escondeu atrás de um elogio vazio; pelo contrário, ele usou o bom desempenho como um bisturi para expor a falha crítica da equipe. Ele classificou a primeira etapa como a melhor desde sua chegada, "Foi o melhor primeiro tempo desde que chegamos. Controlamos o jogo, criamos muitas situações", mas essa análise serviu a um propósito maior. O elogio destacou o paradoxo que custou a vitória: a incapacidade de ser letal. Ao criar um volume expressivo de chances e converter apenas uma, a equipe cometeu o pecado capital de deixar o adversário vivo, como resumiu o próprio técnico: "Não é fácil ter tantas chances e fazer só um gol".
Por fim, a mensagem de Díaz transcendeu o tático e mirou o campo psicológico. Ele reconheceu a dura realidade da reta final, afirmando que "todos vão lutar para não cair", mas sua instrução final não estava na prancheta. O chamado por coragem é um comando direto para a brutal sequência de três jogos que definirão o destino do clube, onde cada ponto será disputado ferozmente contra rivais como Vasco e potências como São Paulo e Bragantino. O treinador fez um apelo direto por fortaleza mental, apontando a coragem como o elemento decisivo ao declarar que "Temos que ter muita coragem. Essa vai ser a meta, manter a intensidade e quando tem para matar o jogo, tentar matar o jogo e jogar com mais tranquilidade".
Será que essa mentalidade de "vivo, não morto" será o suficiente para garantir a permanência do Internacional na elite do futebol brasileiro?
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O CONTEÚDO NO TEXTO ACIMA REFLETE O PENSAMENTO DO ESCRITOR E NÃO DO BARCOLORADO!
