Abel Braga x São Paulo



O duelo entre Internacional e São Paulo, na Vila Belmiro, é muito mais que um jogo; é uma batalha crucial na luta do clube gaúcho para escapar da temida zona de rebaixamento. Em meio à imensa pressão, o terceiro treino comandado pelo técnico Abel Braga no CT do Corinthians revelou detalhes que vão muito além da simples escalação. As mudanças indicam uma profunda e coesa alteração estratégica e psicológica para o confronto decisivo.

Antes de qualquer ajuste na prancheta, o trabalho de Abel Braga começa na mente dos atletas. A comissão técnica entende que o momento delicado exige uma recuperação anímica do elenco, pois um time com a confiança abalada não consegue executar plano tático algum. 

 Abel montou a equipe em um pragmático 3-6-1, um esquema cauteloso projetado para estancar a sangria de gols e dar aos jogadores uma plataforma sólida e de baixo risco. A principal variação é que, na fase defensiva, os alas recuam para formar uma muralha de cinco defensores, composta por Aguirre e Bernabei se juntando à linha de zaga com Vitão, Mercado e Juninho — este último escalado devido à suspensão de Carbonero. Com essa solidez, a prioridade é clara: não sofrer gols. O plano é tão focado na consistência que um atacante do calibre de Borré aguardará no banco como uma alternativa estratégica para o decorrer da partida.

Construído o muro, surge o desafio: como não se tornar uma equipe puramente reativa e inofensiva? A resposta de Abel está no papel fundamental designado a Alan Patrick. Ele atuará de forma flexível, alternando entre a organização no meio-campo e a função de segundo atacante, ao lado de Vitinho. Este papel híbrido é a aposta de Abel para que o time não se torne refém do próprio sistema defensivo, garantindo uma válvula de escape e poder de transição. Essa liberdade só é possível graças à cobertura oferecida pelo tripé de volantes formado por Bruno Gomes, Thiago Maia e Alan Rodríguez, que sustenta o meio-campo e libera o camisa 10 para ser o catalisador ofensivo.

Para implementar uma estratégia tão interligada sob extrema pressão, a coesão no comando é indispensável. A comissão técnica agora está completa com a chegada de Leomir Souza, o "fiel escudeiro de Abel". Colaborador de longa data e de extrema confiança do treinador, sua presença reforça a liderança com um profissional experiente e totalmente alinhado à filosofia de trabalho. A chegada de Leomir sinaliza um esforço concentrado para estabilizar a direção da equipe e garantir que esta nova visão estratégica seja executada com precisão.

Rochet; Vitão, Mercado e Juninho; Aguirre, Bruno Gomes, Thiago Maia, Alan Rodríguez, Alan Patrick e Bernabei; Vitinho. 

Fonte GZH

Com um foco total na recuperação da moral, uma nova formação defensiva para garantir segurança, um jogador-chave em um papel híbrido para não abdicar do ataque e um comando técnico reforçado, o Inter se prepara para o seu "jogo do ano". A estratégia de Abel Braga está definida, mesclando pragmatismo tático com um indispensável trabalho psicológico. Resta a pergunta que ecoa na mente de todo colorado: serão essas as mudanças necessárias para o Inter iniciar sua recuperação no Brasileirão?

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O CONTEÚDO NO TEXTO ACIMA REFLETE O PENSAMENTO DO ESCRITOR E NÃO DO BARCOLORADO!

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