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| Foto Ricardo Duarte/Internacional |
O reencontro entre o volante Fernando e a torcida do Inter parecia um roteiro pronto para um final feliz. O carinho mútuo entre jogador e clube alimentava a expectativa de um retorno ao Beira-Rio, palco onde já disputou 54 partidas, marcou três gols e levantou a taça do Gauchão de 2025. Contudo, a realidade dos bastidores se impôs. O que parecia uma negociação movida pela emoção se transformou em um complexo quebra-cabeça, com peças financeiras que, por enquanto, não se encaixam e ameaçam desfazer o acordo.
O principal obstáculo para o retorno de Fernando não é a falta de interesse, seja do jogador ou do clube. Pelo contrário, o desejo de ambas as partes é evidente. O problema, no entanto, é pragmático e reside nos valores. Após uma nova rodada de conversas, ficou claro que os valores financeiros desejados pelo atleta de 38 anos estão distantes daquilo que o Inter pode oferecer no momento.
É o choque de realidade comum aos clubes brasileiros ao negociarem com atletas de currÃculo europeu recente: a balança entre o projeto esportivo e a capacidade de investimento do clube pende para o lado financeiro. A vontade de vestir a camisa colorada novamente existe, mas a negociação esbarra em um impasse que apenas o dinheiro pode resolver.
Enquanto a conversa com o Inter esfria, o mercado se aquece para Fernando. O volante foi sondado por outros clubes brasileiros e recebeu uma proposta concreta do Galatasaray, da Turquia. Contudo, numa decisão que sinaliza a força de fatores extra-campo e contraria a lógica puramente financeira do mercado, a prioridade do jogador não é uma nova aventura na Europa.
..."deixar o paÃs não está nos planos no momento."
Por uma cláusula firmada no acordo de rescisão, o Inter tem a preferência de contratação caso Fernando decida voltar a jogar. Legalmente, o clube gaúcho está na frente de qualquer concorrente. No entanto, essa vantagem se torna um paradoxo. Na prática, a cláusula funciona menos como uma garantia e mais como um "direito de primeira recusa" uma vantagem estratégica que só se materializa se o clube tiver poder de fogo financeiro para igualar ou superar as propostas concorrentes.
Com o prazo de 20 de janeiro se aproximando, a torcida colorada prende a respiração: o peso da história no Beira-Rio será suficiente para equilibrar a balança financeira, ou o mercado ditará um novo destino para o volante em 2026?
Fonte GE Inter
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O CONTEÚDO NO TEXTO ACIMA REFLETE O PENSAMENTO DO ESCRITOR E NÃO DO BARCOLORADO!
