Rochet: Pode deixar o Inter de graça!

 

Foto Ricardo Duarte/Internacional

Um sinal de alerta soou nos corredores do Beira-Rio e tem nome e sobrenome: Sergio Rochet. Enquanto a diretoria do Internacional celebra a renovação de contrato com peças-chave do elenco como Alan Patrick e Mercado, a negociação para estender o vínculo de seu goleiro titular se transformou em um ponto de grande preocupação, colocando em xeque o futuro de um dos pilares da equipe.

A matemática do mercado da bola é clara e, neste caso, desfavorável ao Colorado. Com contrato vigente apenas até dezembro de 2026, o goleiro uruguaio entra em uma janela perigosa para o clube a partir do meio do ano. O principal risco é a possibilidade de o jogador assinar um pré-acordo com qualquer outra equipe, sem custos de transferência.

O uruguaio poderia assinar um pré-contrato na metade do ano e deixar o Beira-Rio de graça ao final da temporada.

O que torna o cenário ainda mais preocupante é o calendário. Com presença praticamente garantida na Copa do Mundo, que ocorre entre junho e julho, a vitrine para Rochet será imensa. Uma boa atuação pela seleção uruguaia pode multiplicar o interesse de clubes do mundo todo, aumentando drasticamente o risco de o Inter perder seu camisa 1 sem qualquer compensação financeira.


A parte mais irônica desta história é como o destino parece pregar uma peça no Internacional. O clube, que hoje teme perder seu goleiro em uma negociação de fim de contrato, foi o beneficiado por um cenário idêntico para contratá-lo.

Em 2023, Rochet chegou a Porto Alegre vindo do Nacional-URU. Na época, seu antigo clube vivia o mesmo dilema: com apenas seis meses de vínculo restantes, o temor de perdê-lo de graça era enorme. Foi essa pressão que levou o time de Montevidéu a aceitar a venda para o Inter por aproximadamente R$ 7 milhões. Agora, o feitiço virou contra o feiticeiro, e o Inter prova do veneno que antes serviu ao seu favor. A situação serve como um lembrete implacável de que, no mercado do futebol, a vantagem é sempre temporária, e a lição não aprendida com o adversário de ontem pode se tornar o pesadelo de amanhã.

Desde sua chegada ao Beira-Rio, o goleiro disputou apenas 79 jogos em três temporadas, uma trajetória marcada tanto por sua qualidade quanto por uma preocupante série de problemas físicos, incluindo fraturas nas costelas e na mão, além de uma tendinose no joelho.

Contudo, essa aparente fragilidade é eclipsada por seu comprometimento, evidenciado quando atuou no sacrifício nas rodadas finais do Brasileirão para ajudar o time a escapar do rebaixamento, uma atitude que o cimentou como líder. Esse paradoxo é o cerne do dilema da diretoria: como negociar um contrato de longo prazo e alto valor para um ativo valioso que, prestes a completar 33 anos, também representa um risco físico e financeiro considerável?

O Internacional se encontra em uma verdadeira encruzilhada com seu goleiro titular. Entre o risco iminente de uma saída gratuita, a irônica lembrança de como o jogador foi contratado e o inegável valor de um atleta que joga até mesmo no sacrifício, a diretoria tem uma decisão complexa pela frente. A decisão se torna ainda mais pesada ao se olhar para o banco, onde as alternativas ainda não possuem o mesmo peso e experiência do uruguaio.

Fonte GZH

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O CONTEÚDO NO TEXTO ACIMA REFLETE O PENSAMENTO DO ESCRITOR E NÃO DO BARCOLORADO!

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