quinta-feira, 27 de novembro de 2014

Mulheres muito bem vestidas




Ao final da última partida do Nosso internacional no Gigante da Beira Rio saímos para jantar.
Fomos  em um local anexo a um shopping da cidade. Fomos servidas, sentamos e começamos a comer e conversar.
No meio da conversa a minha amiga comenta que a moça que estaria sentada de costas para mim teria nos olhado com um olhar estranho, um tanto quanto preconceituoso. É claro, estávamos vestidas com a camisa do Sport Club Internacional.
Infelizmente, mulheres que vestem camisas de seus times prediletos ainda sofrem preconceito, mas o que mais me chama a atenção é “Ainda” sofrermos esse tipo de preconceito. Porém também o que esperar de alguém que tem algum tipo de pré-conceito?
Cor, raça, religião, tipo físico, clube de preferência, opção sexual...
O que torna alguém diferente ou inferior às  outras pessoas?
No nosso caso, seriam os títulos ganhos?
Só pode ser!
Uma mulher vestida com a camisa alvirrubra do nosso amado Sport Club Internacional deve ter um charme a mais pois torce pelo Campeão de Tudo, mas esse não é o foco neste momento...
São títulos, nos fazem felizes, mas não nos tornam diferentes como mulher.
Nós também trabalhamos e muito, temos filhos, marido, trabalho, faculdade, responsabilidades, etc...
O que uma mulher que nunca soube o que é vestir e viver um clube não sabe, é que nós fazemos todas as tarefas de todas as mulheres, inclusive nos apaixonamos, mas temos esse detalhe a mais...
Volto a bater numa tecla que sempre chamo atenção:  Viver um clube não é somente acompanhar os jogos do time!
Nós nos unimos para ajudar crianças, animais, fazemos muitos e bons amigos que tornam-se amigos de todas as horas  dentro dessa convivência e união.
Deve ser como frequentar uma igreja, apesar de que muitas de nós frequenta igrejas, templos, ou seja lá qual for o costume da sua crença.
Viver um clube, estar saindo de um jogo de futebol e trajando orgulhosamente as cores do seu clube faz parte da vida, das nossas vidas!
Portanto, chegou a hora de homens e mulheres olharem ao redor e enxergarem que o mundo e as pessoas são livres a acreditar no que quiserem e viver isso da forma que bem entenderem.
Isso é viver livremente e sem pré-conceitos!
Ou nós que vestimos uma camisa de clube de futebol (que já deixou de ser um esporte exclusivamente masculino há anos) somos diferentes ou inferiores a algo ou alguém?
Todos temos o direito de repensar e voltar atrás em tudo!
Chegou a hora! Faça isso!
A você que nos olha com ‘um certo olhar de desprezo’, saibas que é extremamente fascinante o mundo do futebol, assim como o do vôley, do basquete, do Tênis, da fórmula 1!
E que me perdoem mais uma vez os “pseudo-donos da verdade,” mas desfilar com a nossa camisa é o máximo!

Luciana Lima

*Texto enviado para o site é de inteira e exclusiva responsabilidade do autor

domingo, 23 de novembro de 2014

quarta-feira, 19 de novembro de 2014

Caroline Conceição


D'Alessandro



Hoje quero falar sobre um jogador que, ao meu ver, é um dos maiores da história recente do Internacional: D'Alessandro.
Ele foi duramente criticado por alguns torcedores devido à sua crise de raiva, quando Alan Ruiz comemorou um de seus gols em frente ao banco de reservas colorado. Como capitão do time, ele deve ter atitudes exemplares, porém seu sangue quente falou mais alto. Mas acho que as críticas em cima dele foram exageradas, porque, do atual elenco colorado, ele é um dos poucos que honram a camisa e sabe da real dimensão que o Inter tem. D'Alessandro agiu como um torcedor colorado. E um torcedor passional, teria uma atitude como a que o D'Ale teve. Por saber o quanto um gre-NAL significa, D'Alessandro "perdeu a linha". E o que irritou não foi o fato de estar perdendo um clássico, mas sim presenciar uma atitude tão pequena como a do jogador do time gremista. Essa não foi a primeira crise de raiva que ele teve, e nem será a última. Mas isso não diminui o seu talento e a sua importância para o Internacional.

Na tarde do último domingo, D'Alessandro deu mais uma prova de seu amor pelo Inter: se emocionou com o golaço marcado pelo Paulão. Porque, como cada torcedor, ele sabe o quanto essa vaga no G-4 significa para nós e o quanto foi dolorido perder o último gre-NAL. Para a maioria dos jogadores, de qualquer clube, tanto faz o seu time vencer, conseguir vaga ou conquistar um título. Para eles, o que importa é o seu salário no fim do mês. Mas a impressão que o D'Ale me passa é de que ele sente as emoções quase na mesma proporção que o torcedor sente. Tenho certeza que a maioria dos torcedores se veem na figura do D'Alessandro.

Vou usar da sinceridade, para mim o D'Alessandro não é o maior jogador da história colorada, pois esse posto é e sempre será do nosso eterno capitão Fernandão. Mas o atual camisa 10 do time colorado com certeza está no top 5, ao lado de outros jogadores especiais, como Iarley, Clemer e cia. D'Ale, atualmente, é a maior referência do elenco colorado, tanto para os torcedores mais jovens quanto para os mais experientes. Ele encarna o espírito colorado, briga, luta, xinga e chora! Ele nos brinda com lances geniais, gols importantes e sobretudo, com sua raça! Já nos deu títulos importantes, protagonizou gre-nais inesquecíveis e, com certeza, dará muitas outras alegrias à torcida colorada. É respeitado e também invejado pelos torcedores de outros clubes. Pois duvido que exista algum torcedor, independente de clube, que não quisesse contar com o D'Alessandro no time. E nós colorados temos o prazer de contar com ele em nosso clube. D'Alessandro é um ÍDOLO! E um ÍDOLO DE VERDADE! Que realmente ama e honra a camisa que veste. E não um fanfarrão, como a maioria dos jogadores que se vê por aí. Portanto, você pode até não gostar do D'Alessandro, mas deve respeitá-lo. Por tudo o que ele já conquistou e por todo o talento que ele possui. 




Caroline Conceição



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