Rudinei Carneiro Zang



16/08 PRA SEMPRE


A minha história com a Libertadores de 2006 começou um ano antes, quando São Paulo e Atlético/PR disputavam a final da maior competição das Américas, o primeiro jogo da final de 2005 foi disputado no Beira-Rio, já que o estádio Arena da Baixada não possuía a capacidade mínima exigida pela Conmebol. Resolvi ir ao jogo quando fiquei sabendo que seria em Porto Alegre, e quando estava no estádio pensei, “porque não estar aqui novamente no ano que vem, mas com o Inter na disputa do título,” estávamos bem no campeonato brasileiro, e não tinha como não sonhar alto.
 Então chegou 2006, o Inter na Libertadores da América, tudo estava dando certo, acompanhei quase todos os jogos no Beira-Rio, Nacional (URU), Pumas (MEX), LDU (EQU), Libertad (PAR). O Inter seguia firme e forte rumo ao topo da América, e chegamos na final, o sonho que eu vislumbrei um ano antes estava acontecendo. E como ficar de fora da grande final no Gigante? Não tinha como, ainda mais depois da vitória no jogo de ida em São Paulo. A noite de 16 de agosto chegou, fria, úmida, mas as mais de 50 mil pessoas no Beira-Rio trataram de esquentar aquela noite, ninguém se importava com o frio, o que nós queríamos era sair do Gigante com a taça. O jogo começou um pouco complicado, Fernandão recebeu cartão amarelo logo nos primeiros minutos de jogo, Clemer salvou em um chute de Danilo, Lugano chutou para fora uma bola de dentro da pequena área, o São Paulo pressionava, precisava da vitória. Então aos 29min Jorge Wagner levanta a bola na área, Rogério Ceni não consegue segurar, e Fernandão aparece para estufar as redes do São Paulo, o Beira-Rio explodia de emoção, aquele 1x0 nos dava a certeza do título, mas quem disse que seria fácil. No segundo tempo, aos 5min Fabão empatou, e o nervosismo voltou, era um grande jogo, com duas ótimas equipes, e tudo poderia acontecer. O São Paulo foi para cima, mas deixou espaços, foi então que aos 20min Rafael Sóbis recebeu na entrada da área, rolou para Ceará que cruzou, Fernandão livre cabeceou e Rogério Ceni fez um milagre, mas a bola voltou para o camisa 9, quando me recordo desse momento, parece que o Beira-Rio ficou em total silêncio, esperando o que iria acontecer, e Fernandão cruzou a meia altura, na frente do gol, exatamente onde tinha que ser, e lá estava Tinga, o camisa 7 só teve que se abaixar e escorar de cabeça, a bola estava mais uma vez no fundo das redes, 2x1, e outra vez nós tínhamos a certeza, a América seria pintada de vermelha naquela noite, mas Tinga levanta a camisa na comemoração e é expulso ao receber o segundo cartão amarelo, é difícil de explicar o sentimento naquela hora, era um misto de euforia e frustração, teríamos que suportar quase 30 minutos com um jogador a menos. E foi sofrido, o São Paulo foi como um louco para frente, era ataque contra defesa, o guerreiro Edinho tirando da área do jeito que dava, mas aos 39min Júnior chutou de fora da área, Clemer não segurou e a bola sobrou para Lenílson, 2x2. Mais uma vez o nervosismo, o Inter com um jogador a menos, sendo pressionado daquele jeito, acho que os últimos minutos daquele jogo tenham sido os mais angustiantes da minha vida, nem no mundial foi assim, a gente precisava de qualquer forma ganhar aquela Libertadores. O São Paulo atacava e o Inter se defendia como dava, nas arquibancadas alguns torcedores não queriam olhar, outros rezavam, eu quase infartei quando a bola cruzou a área do Inter, André Dias cabeceou e Clemer fez mais uma defesa incrível, nos acréscimos o São Paulo teve uma seqüência de escanteios, mas os 10 heróis que vestiam vermelho seguraram até o apito final.
Quando Horácio Elizondo ergueu o braço, a primeira coisa que fiz foi pegar o celular e ligar para o meu pai, quando ele atendeu não consegui dizer nada, era impossível falar, mas ele sabia o que significava aquela ligação, talvez ele tenha falado alguma coisa, mas também era impossível ouvir, os gritos e choros na arquibancada eram ensurdecedores, me sinto um privilegiado por ter vivido aquilo.

            O que o Gigante da Beira-Rio viu naquela noite ainda vai ecoar por muito tempo, talvez por isso chamamos o 16 de Agosto de 2006 de “uma noite sem fim”, o Internacional voltava a ser “A glória do desporto nacional”, por isso vivemos para te exaltar, e sim, foi um feito relevante, além do teu passado alvi rubro, agora era o presente que trazia a torcida alegres emoções, e com certeza não foi apenas o Brasil inteiro vibrando com o clube do povo do Rio Grande do Sul, dessa vez foi a América inteira.

*Texto enviado para o site é de inteira e exclusiva responsabilidade do autor

Adri Couto


Dia 16 de Agosto

Que dia aquele, meus amigos, 16/08/2006..faz tempo né? Faz tempo? Na minha memória, foi ontem, ou hoje, na memória de um Colorado de verdade, de um Colorado de corpo, alma e coração, 16/08/2006 é hoje, será todos os anos.
Quem diria que o Clube do Povo se sagraria Campeão? A nação Colorada tinha CERTEZA! Contra tudo, todos e qualquer um, defendíamos o nosso Clube com toda a garra, toda humildade e todo amor. Hoje, ontem ou há 07 anos, foi naquele dia, naquela fria noite, que a América ficou marcada com um nome, com uma nação, com duas cores, vermelho e branco de um tal SPORT CLUB INTERNACIONAL.
Quem diria Tinga, tu que nunca colocavas a cabeça na bola? Que feliz ironia não é mesmo?!
Ver a garra, a vontade dos jogadores, da comissão técnica, de todos, todos nós estávamos em sincronia, todos queríamos um mesmo objetivo, uma mesma taça, era na nossa casa e de lá, ninguém nos tiraria nada, muito menos esse feito. Clemer, Índio, Edinho, Fernandão, Sóbis, Iarley,  Abel, eterno presidente  Carvalho. Cada um desses caras teve muita importância para esse título, mas até hoje, ninguém me tira da cabeça, que ‘os caras’ mais importantes para esse título, não estavam dentro de campo, não estavam dentro do clube trabalhando, ‘os caras’ que realmente motivaram esse título e todos os outros que viriam depois, estavam nas arquibancadas cantando e fazendo o gigante tremer, estavam nas viagens para longe sempre apoiando, estavam nos bares assistindo aos jogos, estavam em casa no seu canto sagrado de vitórias, estavam no Rio Grande, em São Paulo, em Santa Catarina, na Argentina, EUA, em todos os cantos do mundo. Onde tivesse uma alma gaúcha trajada de vermelho e branco, tinha um ‘cara’ merecedor daquele título.
Um clube nada é sem sua torcida, sem seus apaixonados e esses apaixonados, ‘os caras’ e ‘as caras’, de todas as idades, cores, nacionalidades, profissões, todos esses motivaram esse título. Concordo que um 17/12/2006 também foi muito importante, mas sem esse 16/08/2006 não teríamos um 17/12.
Hoje é dia de relembrar e viver sim! Pegue tua camisa torcedor e grite ao mundo que você é o MELHOR DO SÉCULO XXI, que você é o CAMPEÃO DE TUDO, que você, hoje, comemora 07 anos de um dos maiores títulos de nossa história!
A todos nós, COLORADOS, PARABÉNS!
A todos vocês que estiveram em campo naquele dia, MUITO OBRIGADA!

Adri  Couto
*Texto enviado para o site é de inteira e exclusiva responsabilidade do autor

Caroline Conceição


16 de Agosto

Já fazem sete anos, mas parece que foi ontem. Nunca me esquecerei daquele chuvoso 16 de agosto de 2006. O dia mais longo da história colorada. O dia sem fim.
Foram os noventa minutos mais aguardados da história do Sport Club Internacional até então. E também foram os noventa minutos mais demorados. Naquela noite a nação colorada experimentou as mais variadas emoções. Torceu. Vibrou. Se emocionou. Ficou tensa. Cruzou os dedos. Gritou. Sorriu. E chorou. Chorou o mais sincero choro. As doces lágrimas por ser campeão. Campeão da América. Um título inédito. Um título tão almejado. Um título mais do que merecido.
Aquele elenco comandado por Abel Braga ocupa um lugar especial no coração da nação vermelha. Um elenco que honrou o manto alvirrubro. Que toda vez que entrava em campo, era como se estivesse lutando em uma guerra. Uma guerra chamada Libertadores da América. Uma guerra da qual saíram campeões. Impossível esquecer o gol do Tinga. Impossível não sorrir ao ver Fernandão erguendo a taça. Impossível não se contagiar com a emoção do Abel após o jogo. Impossível não se arrepiar a cada defesa do Clemer. Impossível não se emocionar ao ver Rafael Sóbis correndo pelo Beira-Rio com a bandeira colorada. Impossível não chorar, ao reviver em nossa mente e em nossos corações, o dia 16 de agosto de 2006.
E a cada  16 de agosto que se passa, a chama da paixão colorada se reacende em nossos corações. A cada 16 de agosto nossa paixão se renova. A cada 16 de agosto nossas memórias pintam a América de vermelho outra vez.

Caroline Conceição
*Texto enviado para o site é de inteira e exclusiva responsabilidade do autor



Heide Colorada



Das roupas velhas do pai...
Eu sempre vesti vermelho. Acho que quando estava sendo alimentada na barriga da minha mãe, meu pai deveria estar mandando mensagens telepáticas repetindo: Inter Inter Inter , tanto tempo quanto possível.
Nasci numa família de duas cores. Mais da metade azul. Minha primeira camiseta de time de futebol foi azul. Mas meu pai, este, na espera, calado e observando, esperou e no meu primeiro ano de vida e me vestiu de vermelho. Grudou o símbolo alvi rubro no meu peito. E ali ele ficou.
Cresci Colorada. cresci e aprendi a apanhar de todo lado, nas épocas idas da seca de títulos. Mas a herança vermelha, geneticamente herdada de meu pai, sempre foi mais forte. Este amor passou para mim como uma energia que ilumina e aquece.
Meu pai já se foi, Mesmo depois de tanto tempo de sua partida, não passa um jogo em que eu não feche os olhos e divida com ele um grito de gol. Ou a lágrima da derrota.
Toda vez que canto: "sempre levarei comigo", canto pra ele, para este homem tão especial. Porque se levo este amor comigo, mau pai, agradeço a ti que me ensinou a vestir esta camisa como uma segunda pele, a torcer mesmos nas mas, a vibrar por este clube em qualquer momento, pois como tu me dizia, amar o lindo, o vencedor, o infalível, é fácil.
Mas o amor verdadeiro, este só vai ser comprovado se nas horas difíceis o abraço vier, a compreensão imperar. O amor verdadeiro ama as imperfeições e não bate nos momentos frágeis. Este amor foi ceifado, foi cultivado. Este amor Colorado é mais que uma paixão. É um orgulho. Porque a mão que segurou a minha, pequena ainda, no primeiro jogo que fui, hoje já não segura mais. Mas quando fecho meus olhos ainda sinto esta proteção. E quando Meu Inter entra em campo, posso sorrir. Porque neste exato momento, posso ouvir a voz cheio de expectativa e posso ver o sorriso em sua boca. Ao longe escuto....Vamos meu Colorado. Vamos vamos vamos.
Que saudades, meu pai. Que saudades. Obrigado, meu pai. Obrigado.
Serei Inter. Mesmo que o mundo acabe.
Feliz dia dos pais.

Heide Colorada

*Texto enviado para o site é de inteira e exclusiva responsabilidade do autor


Cícero Silva



O Fim do Beira-Rio que Conhecemos
Por Cícero Pereira da Silva
Um edifício, uma casa, uma estrutura física, têm um significado muito maior que os tijolos, ferros e cimento. A Torre Eiffel demorou mais de dois anos para ser construída. Ela fazia parte de uma das obras feitas especificamente para a Feira Mundial que ocorreria em Paris, em 1889. O maior objetivo de Gustave Eiffel, seu criador, era desbancar a Grande Pirâmide de Quéops, no Egito - até então a construção mais alta feita pelos homens, com 138 metros de altura e quase cinco mil anos de idade -, mesmo que de forma provisória, porque a ideia era que aquele monumento permanecesse em pé somente durante o período da Feira. De todo o vasto conjunto arquitetônico que foi feito para esse evento, a Torre, com seus 317 metros e 10 mil toneladas, foi a que mais sofreu críticas. Um dos jornais da época escreveu que o melhor da existência da Torre Eiffel era que todos sabiam que seria destruída. Pois bem, ela ficou até 1930 como a edificação mais alta do mundo. Hoje, é um dos cinco pontos turísticos mais visitados da Europa e, quando se pensa Paris, a primeira imagem que vem em nossa mente é justamente a Torre Eiffel.
Lembrei dessa história porque acho que o Estádio do Gigante da Beira-Rio, ou José Pinheiro Borda, é um exemplo completamente oposto ao anterior.
Quando se começou a construir um estádio deste tamanho, com números impressionantes, como o segundo maior estádio particular das Américas, que mudaria a geografia da cidade não só pela construção em si, mas pelo avanço nas águas do Guaíba com aterros (que até hoje são obras complicadíssimas), jamais alguém poderia imaginar que, em algum momento, esse templo sagrado desapareceria como o conhecemos, para ser erguido algo mais impressionante ainda, mais moderno, mais bonito.
Quero confessar aos amigos que, durante a partida final do Gauchão, naquele sufoco contra o segundo melhor time do estado, tive um tempo para me preocupar com isso. A imagem do estádio é muito forte nas minhas memórias afetivas, assim como na memória da maioria dos colorados. Ali dentro, passei por momentos maravilhosos. Com amigos da Fico, com a galera do Portão 2, com amigos de infância do meu condomínio, com meus filhos e minha esposa e, principalmente, de convivência com meu pai. Tenho uma memória impressionante no que diz respeito a futebol, mas uma coisa eu perdi na minha história e, com a morte do meu pai, temo não conseguir recuperar: não sei qual o primeiro jogo que assisti.
Nasci em 67, em Alegrete, e antes da inauguração do Gigante (em 06/04/69) já morava em Porto Alegre. Meupai me contava que um dos maiores orgulhos de sua vida era, mesmo sendo uma pessoa muito pobre que tentava a sorte na cidade grande com o curso de contador, concluído graças à sua atividade como pedreiro, ter conseguido ajudar, doando material de construção, nas diversas campanhas que foram feitas.
Minha aposta é que minha primeira vez no Estádio foi no ano de 1971, o tri gaúcho, naquela sequência em que alcançamos o octa. Foi neste ano que o Inter contratou Dom Elias Figueroa, o primeiro ídolo da minha geração. Figueroa gritando para os volantes, organizando a zaga, soberano nas bolas aéreas, com suas cotoveladas que ninguém enxergava, só os pobres atacantes, são imagens muito nítidas na minha memória. Há pouco tempo, estava no aeroporto Salgado Filho, esperando um voo, e passou ao meu lado o Figueroa. Era uma noite fria de inverno, e o capitão estava com um sobretudo preto que dava a impressão de que ele era ainda maior.
Segue elegante, caminha ereto e olha para as pessoas nos olhos, o que deveria dar calafrios nos atacantes. Confesso que gelei. Pensei em pedir um autógrafo, bater uma foto, dar um abraço, sei lá; mas concluí que, se fosse tentar fazer isso, começaria a chorar na frente do homem, pagando o maior mico da história do Salgado Filho. Me segurei e fiquei de longe, só observando os corajosos batendo fotos e pedindo autógrafos. Lembrei também de minha esposa que, ao encontrar em um shopping de Porto Alegre o maior ídolo dela, o Fernandão, atropelou metade das pessoas que estavam na escada rolante, bateu fotos e ainda me xingou por que eu consegui alcançá-la só 10 minutos depois, pois estava me desculpando com os atropelados da escada rolante.
Espero com ansiedade esse rito de passagem, e tento encarar a obra como modernização: não vai ser outro estádio. Mesmo olhando a maquete e achando aquilo mais parecido com um hotel seis estrelas em Dubai do que com o meu velho Gigante da Beira-Rio, que meu pai ajudou a construir.
Cicero Pereira da Silva 
*Texto enviado para o site é de inteira e exclusiva responsabilidade do autor


Rosalia Colorada



TORCIDAS QUE PROTAGONIZAM ATOS DE VIOLÊNCIA


Os fatos desta semana me fizeram pensar no tema tão comum em certas torcidas que comportam-se como verdadeiros protagonistas de atos vergonhosos como os que ocorreram há poucos dias na casa do nosso adversário. Assim, se torna comum pensar que elas são violentas por sua própria natureza, mas existem exceções. Algumas que são relativamente pacíficas e outras ainda que não tem estes fato lamentável fazendo parte de sua trajetória. A explicação deste fenômeno reside na base social das torcidas organizadas, bem como na mentalidade que se reproduz no seu interior.

As torcidas são compostas por pessoas com situação social das mais diferentes procedência. E o que se vê é que a grande maioria das brigas que ocorrem entre torcedores de um mesmo time tem como principal características o fato de não ganharem a competição, por isso, possuem certa frustração a ser descarregada em atos violentos. A violência e a agressividade também exercem o papel de satisfação substituta ao vencer uma competição, embora não seja a grande competição, que é a social. O time de futebol funciona como a forma de compensar o fracasso, desde que ele seja vitorioso. Da mesma forma, a torcida que demonstra mais força, e o indivíduo no seu interior, acaba vencendo esta competição menor, mas que traz uma satisfação substituta para o indivíduo. A sociedade moderna é uma sociedade competitiva. Quando ela não possibilita a ascensão social para muitos indivíduos, principalmente jovens e das classes desprivilegiadas, e produz uma mentalidade competitiva que perpassa toda a sociedade, produz também formas marginais de competição e entre elas as das torcidas organizadas ou não, que geram violência.

Os indivíduos provenientes das classes privilegiadas também realizam tais atos de violência, seja através do esporte ou de outra forma, pois dependendo dos valores dos indivíduos e da expectativa existente em sua classe/família, ele pode cometer atos de violência. Outra fonte geradora de violência são os problemas psíquicos, que atingem indivíduos de todas as classes sociais, tal como a excessiva competição e os desgastes que isso provoca, bem como a já referida frustração. Estas e outras razões da violência podem se mesclar e reforçar o caso da manifestação da violência enquanto torcedor de futebol que é uma atividade social que agrega diferentes níveis de condição social.

A violência efetivada por integrantes de torcidores possui fonte social cuja origem se encontra em determinados problemas sociais. Os grupos de torcedores criam uma cultura própria, típica das pessoas na situação que definimos acima, de querer ser superior e ganhar uma competição, seja através do time ou através da própria ação enquanto torcida. Cada competidor, na falta de outros recursos, usa o que tem. Os diversos grupos sociais utilizam diferentes mecanismos de competição: os setores privilegiados mostram seu sucesso através do dinheiro, dos bens de consumo, da ostentação de sua riqueza e poder; os setores intermediários utilizam a arte, a cultura, a inteligência; os despossuídos possuem recursos mais escassos: além da vitória dos outros (time de futebol, torcida), resta a força física. O que vimos neste final de semana no Estádio Arena, foi a cultura da força física.

O futebol é competitivo e isso se reproduz fora do campo, inclusive se mesclando competição social e esportiva, uma compensando a outra, principalmente no caso da torcida. O futebol, devido ao caráter competitivo que assumiu em nossa sociedade e ao conjunto das relações sociais que existem, passa a se relacionar intimamente com a violência, mas é preciso perceber que não são sinônimos. O futebol, tal como as torcidas organizadas ou não, é mais produto social e reprodutor de relações sociais do que seu produtor. A violência das torcidas só pode ser compreendida enquanto fenômeno social. E chegou-se a ventilar um GreNAL com torcida única como se a torcida visitante fosse a causadora dos atos de violência vistos no referido evento. Comprometendo toda a beleza e o congraçamento que o evento causa. Futebol de torcida única, quem perde o futebol. E quem perde é a torcida que não teve nenhuma contribuição com o ocorrido.

Diante do exposto só me resta reforça a tese de que torcida que está satisfeita com seu time, com seu clube, não protagoniza violência entre os seus. E como diz o trecho da música Violência do grupo Titãs

... “A violência é nossa vizinha, 
    Não é só por culpa sua, 
    Nem é só por culpa minha. 
    Violência gera violência”...


Rosália Colorada

*Texto enviado para o site é de inteira e exclusiva responsabilidade do autor

Heide Colorada



Tempero a gosto de agosto.

Do jeito que a gente gosta Podem falar do mês do cachorro louco. Agosto é, no conceito popular o mês de desgraça, bruxas a solta e outros quetais. Para quebrar esta mística, quem melhor que o Colorado? Somos diferentes na essência. Não vivemos a história deste clube a distancia, vivemos de perto. Um quadro de sócios que faz inveja a todos os clubes deste pais, só para começar. Só Um clube assim reavivaria a chama Vermelha no mês temido por todos.Enquanto se protegiam das bruxas resguardados em suas casas, nos saímos para a rua. fomos gritar nosso amor nas rádios, Tvs, bares, vielas. Fomos comemorar as glorias do Sport Club Internacional em gritos e lagrimas. Em risos e abraços. Adotamos o mês de agosto. Agosto rubro. Suor e sangue. Luta. Vitoria.Agosto Santo, que nos fez viver a alegria da primeira conquista de Libertadores e depois nos dou outra, para reafirmar que este mês é nosso. nos pertence por adoção.Lamentem osrivais. sucumbam diante de nossas conquistas. Campeões de tudo. A marca indelével deste mês jamais será arrancada de nossa pele. falem mal deste mês. nós havemos de resgata-lo desta mística maldita. Ano que vem, vamos buscar o Tri. Em agosto. E o único desgosto que restara do mês dos cachorros louco, será para os invejosos, que mais uma vez, amaldiçoarão agosto, enquanto nós faremos gosto deste desgosto, e agosto, nos terá nas ruas cantando o canto da alma, da pele vermelha, deste Clube que levamos conosco, onde quer que estejamos.Gloria dodesporto nacional és tu Internacional Vencedor de todas as batalhas. Senhor de todas as conquistas. que venha agosto. Neste mês, daremos a arrancada rumo ao tetra.E daqui a alguns anos, quando falarem de agosto, não falarão das maldições do mês. Antes falarão do mês dos Colorados, que transformam o ruim em bom. O mediano em craque. E lotam as ruas com seus cantos animados. Falarão do maior de todos os tempos. Pois louco do agosto que duvida. E do gosto duvidoso de quem duvida.Acredite neste clube. O campeão de tudo anda sedento por taças.Bora Agosto.Segure tuas bruxas, que os colorados estão nas ruas.
 E querem mais
 Heide Colorada
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Resumão Bastidores Vitória Colorada e Gools

Internacional 3 x 0 Coritiba créditos:TV inter e twitter Inter