Nada






Nada.
Me perguntaram se eu gosto de falar de futebol depois que Inter caiu para a segunda divisão. Obviamente que quem me pergunta isso não são os mesmos que convivem e conversam sempre comigo, afinal saberiam que eu sigo falando e falava na época sobre futebol e é muito mais que claro que falo sobre Inter. Sim eu sigo falando de futebol.
Mas enfim, matando um pouco da curiosidade de alguns, digo que eu fiquei muito triste por isso, muito mesmo. Perto de ficar arrasado.
Falo perto porque em outros tempos eu ficaria assim, zonzo, sem rumo, desolado, no entanto eu já sou macaco velho com futebol e ser torcedor apaixonado. Já aprendi tudo que tinha que aprender, afinal eu não só torço mas convivo no meio, no ambiente, no estádio, com os amigos de estádio, assim como meus companheiros e amigos do Grupo Gigante Para Sempre. Meu tempo de paixão cega e barra já se foram, agora deixa para os mais novos, já fiz a minha parte.
Resumindo, fiquei muito triste sim e talvez fosse muito pior se fosse do nada, mas foram diluído nesses meses sangrando.
Mas... Isso não muda absolutamente nada. A B S O L U T A M E N T E N A D A!
Na verdade isso remete a um outro nível como torcedor, um outro estágio que não tem como chegar ou conhecer, sem passar pelo calvário da segunda divisão. Calvário esse que Gremio, Palmeiras, Corinthians, Atl. Mineiro, e outros, já passaram. é como ganhar uma injeção absurda de amor, devoção, paixão, adrenalina, fanatismo, de uma vez só no pior momento do teu clube. Isso certamente te torna um torcedor muito mais apaixonado que se quer alguma vez na vida já foi. Uma amor quase doentiu que não se sabe de onde vem e porque justamente agora ele aparece. É quase um soco no estômago.
E é nesse contexto que o Inter volta a trabalhar hoje, um contexto de reconstrução, de se reerguer e levantar como um gigante que é. Machucado, dolorido, ferido, mas vai ter que ficar de pé, e mesmo se não conseguir sozinho, vai ter vários pegando no colo ou carregando para ajuda-lo a levantar. É ai que entra a torcida que hoje foi convidada a ir ao estádio.
Não é o time que pediu isso, não é o presidente, não é o D'alessandro, não é vangloriar quem caiu ou se cegar para o que aconteceu. É o clube que é maior que qualquer jogador, personagem, situação da sua história, que está caído e tá estendendo a mão te pedindo ajuda para levantar. É esse Inter que tá ali pedindo ajuda.
Então hoje como nunca, o Inter vai abrir as suas portas na reapresentação/pré temporada para se levantar e por isso a torcida pode ir lá assistir.
O Inter é gigante, muito grande e ele precisa de ajuda, o clube, não o time que como disse antes não sabemos nem como vai ser, mas o clube quer ajuda dos seus pais, filhos, netos, bisnetos, tataranetos... de todos que ele colocou no mundo.
Hoje começa uma nova era, um novo momento, e eu seguirei lá, aqui, e onde estiver.
Porque? Porque não mudou absolutamente nada. Nada!
"Se o Inter jogasse no céu, eu morreria para vê-lo jogar"
Obrigado, pai!
VAMO COLORADOOOO!!

Lesnei Almeida 

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