Norton Enno Klein

Norton Enno Klein



Nome: Norton Enno Klein, sócio colorado de coração, pai de quatro filhos colorados.

Profissão: Engenheiro Civil

Uma Palavra: Compaixão.

Uma lembrança de infância:
Ser levado pelas mãos de meu pai nos jogos do Internacional, nos Eucaliptos, estádio Santa Rosa (Floriano, hoje Novo Hamburgo), estádio Cristo Rei (Aimoré), visitar as obras de construção do novo estádio as margens do Rio Guaíba e estar presente na inauguração do Moderno Estádio Beira Rio em 1969 e na final do gauchão do mesmo ano, o primeiro título de uma nova era!


O que gostas de fazer nas horas vagas?
Assistir os jogos do Internacional. O ritual típico de um domingo com sol é fazer um lanche no Shopping Praia de Belas, dar uma caminhada no Parque Marinha do Brasil e assistir um jogo do Campeão de Tudo no Gigante da Beira Rio.

Um Livro: Todos! Educação é o único caminho para o crescimento!

Que tipo de música toca no som do carro? Sempre anos 60 e 70. Sintoniza a FM 98.3 e deixa rolar!

Um lugar Inesquecível: A infância vivida na cidade de Igrejinha.

Um sonho: Harmonia entre as pessoas.

Arrepende-se de algo?
A intolerância em alguns momentos. Pois, não ajuda na construção de um lugar melhor.

Família:
É o porto seguro, o aconchego da alma, a convivência com as pessoas amadas!





Amigo:
É a pessoa que vive com compaixão e harmonia com seu semelhante.



Uma triste lembrança:
O vazio que surge com a partida de um ente querido.

Uma pessoa que julgas incrível: Minha esposa, Rosséli Bittencourt, que tem a árdua tarefa de conviver comigo. Sempre pronta para ir comigo ao Gigante da Beira Rio, assim como ao Estádio do Vale e no Centenário.



Como é a sua ligação com o Internacional?
É claro que só tenho agradecimento aos meus saudosos pais por ser colorado. Quando a gente se dá conta o colorado é uma paixão. Inexplicável este sentimento. Minha mais remota lembrança é uma carreata em Igrejinha em 1961, e meu pai coloradíssimo Enno Klein dizendo que o Internacional é campeão. Depois a época das vacas magras com a construção do Gigante da Beira Rio. A explosão das vitórias e a consagração do SC Internacional, melhor time do país nos anos 70. Após isto, veio a idade média, a penumbra do nosso colorado no futebol. Foram alguns lampejos de festas e esperança. Neste período vi crescerem três coloradinhos Tiago, Diego e Eduardo, que são filhos, amigos e me acompanham nas idas ao Gigante. Novo milênio, nova paixão, uma filha amada e adorável chamada Vitória, e as glórias a nível mundial do nosso Internacional. Que privilégio ter frequentado o Gigante em abril de 1969 e em todas as grandes conquistas do nosso time. Acompanhamos a remodelação do Gigante da Beira Rio, os eventos teste, a reinauguração do Templo do futebol gaúcho, assisti três jogos do Mundial FIFA 2014 e pronto para as intermináveis vitórias que ainda terei o prazer de acompanhar.



Um jogo inesquecível:
Nossa são tantos, assisti a todas as finais disputadas no estádio Beira Rio, exceção de algum campeonato gaúcho. Ganhamos muitos, perdemos alguns. Escolher um: Final da Copa Libertadores de 2006, a euforia no pré-jogo, afinal ganhamos em São Paulo, a comemoração por estarmos sempre na frente no placar, o temor com a expulsão do Tinga, o teste para cardíaco quando do novo empate e o êxtase no apito final e a taça nas mãos do eterno capitão Fernandão.


Um lance ou gol inesquecível:
As defesas incríveis do goleiro Manga no jogo Internacional 1x0 Cruzeiro, no dia 14 de dezembro de1975 e o gol antológico de Falcão no jogo Internacional 2x1 Atlético MG, no dia 5 de dezembro de 1976.

Um ídolo no futebol: Eu diria um grande vencedor no futebol Valdomiro Vaz Franco.

Como é o Norton torcedor dentro do estádio, tens algum ritual? 
Eu diria que o ritual é estar no estádio para assistir o Internacional.
Acompanho as cantorias de incentivo, grito, xingo e vibro muito com cada gol. Durante muitas décadas com o radinho no ouvido. Mas, hoje com os malas dos narradores e comentaristas aprendi que o bom é só olhar. Na televisão é comum tirar o áudio.



Conta uma história que julgas interessante da tua trajetória como torcedor:
Confiança no Mundial de Clubes de 2006. No período entre agosto e dezembro havia muitos colorados preocupados com a decisão. E eu dizia é só um jogo! Depois das semifinais quem não estava preocupado? E eu muito confiante depois de ganharmos com a calça da mão do Al-Ahly e o Barcelona passear frente ao América. Vai ser outro jogo. E o colorado não atravessou o mundo para morrer na praia!


Fizeste amigos através do Inter? Conte-nos sobre isso!
Acredito que a paixão pelo Internacional permite que em cada jogo a gente celebra com amigos anônimos as conquistas, pois, como explicar que num momento de alegria tu te abraças, vibra, com as pessoas que estão ao teu lado, e muitas que tu estás vendo pela primeira vez. Posso afirmar que a cada partida são milhares de amigos colorados na mais perfeita comunhão na paixão pelo colorado.





Onde estavas no dia 17 de dezembro de 2006?  
Em 17 de dezembro, domingo, 8:00 h, estava em Lavras do Sul, sozinho na frente da TV. As demais pessoas da casa ainda dormiam. Estava tranquilo, sem jamais desmerecer o poderoso Barcelona. Com o passar do tempo, de jogo, e o 0x0 no placar o sonho estava querendo se materializar. O Barcelona perdendo algumas oportunidades e para o colorado faltava a bola do jogo. Houve um princípio de inquietação quando o Índio sangrava pelo nariz e o capitão Fernandão mostrava estresse muscular, será possível que vão nos tirar esta! Mas, então veio a iluminação, o perfeito trato da bola pelo Yarlei e a oportunidade única concluída pelo Gabiru. O foguetório fez os demais levantarem. Comecei a suar frio, as mãos gelaram, o coração disparou e nós colorados passamos os 10 minutos mais tensos de toda a história.

O que esperas do Internacional em 2014?
Como sempre o caneco do Brasileirão. Nós colorados sempre entramos para disputar o título!



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Colorados sempre acreditar e torcer muito. Vamos vibrar, deixar a paixão aflorar, porém, sempre com cordialidade e muita harmonia. O Beira Rio está maravilhoso, estádio padrão FIFA, com muito conforto, vamos sempre cuidar desta nossa lindíssima casa! Vamo, vamo meu Inter só te peço mais este campeonato!



Entrevista feita pela Luciana Lima 


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