Caroline Conceição


16 de Agosto

Já fazem sete anos, mas parece que foi ontem. Nunca me esquecerei daquele chuvoso 16 de agosto de 2006. O dia mais longo da história colorada. O dia sem fim.
Foram os noventa minutos mais aguardados da história do Sport Club Internacional até então. E também foram os noventa minutos mais demorados. Naquela noite a nação colorada experimentou as mais variadas emoções. Torceu. Vibrou. Se emocionou. Ficou tensa. Cruzou os dedos. Gritou. Sorriu. E chorou. Chorou o mais sincero choro. As doces lágrimas por ser campeão. Campeão da América. Um título inédito. Um título tão almejado. Um título mais do que merecido.
Aquele elenco comandado por Abel Braga ocupa um lugar especial no coração da nação vermelha. Um elenco que honrou o manto alvirrubro. Que toda vez que entrava em campo, era como se estivesse lutando em uma guerra. Uma guerra chamada Libertadores da América. Uma guerra da qual saíram campeões. Impossível esquecer o gol do Tinga. Impossível não sorrir ao ver Fernandão erguendo a taça. Impossível não se contagiar com a emoção do Abel após o jogo. Impossível não se arrepiar a cada defesa do Clemer. Impossível não se emocionar ao ver Rafael Sóbis correndo pelo Beira-Rio com a bandeira colorada. Impossível não chorar, ao reviver em nossa mente e em nossos corações, o dia 16 de agosto de 2006.
E a cada  16 de agosto que se passa, a chama da paixão colorada se reacende em nossos corações. A cada 16 de agosto nossa paixão se renova. A cada 16 de agosto nossas memórias pintam a América de vermelho outra vez.

Caroline Conceição
*Texto enviado para o site é de inteira e exclusiva responsabilidade do autor



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